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Filósofo italiano. Influenciada pelo pensamento de Kant, sua
obra tem por tema principal o significado da existência. O existencialismo positivo (1948), História da filosofia (1949-1953).
Instituição fundada no século XV em Florença, Itália, com o
objetivo de restaurar o platonismo. Liderada por Cosme de Medici e Lourenço o
Magnífico, reunia filósofos como Marsilio Ficino, Picco della Mirandola e
Poliziano.
Escola filosófica fundada por Platão em 387 a.C., nos jardins
consagrados ao herói ateniense Academos. Fechada no ano 529 por ordem do
imperador romano Justiniano.
Designação genérica de diversas circunstâncias ou qualidades
que podem determinar uma substância, sem constituir contudo um de seus
elementos essenciais.
Pensador e escritor americano. Conhecido sobretudo pela
autobiografia em que analisa os sistemas educacionais do século XIX ante o
impacto das novas tecnologias. A educação
de Henry James (1906), História dos
Estados Unidos (1889-1891).
Agüero y Osma, José de la Riva (1885-1944)
Escritor e pensador político peruano. Combateu o radicalismo e
o racionalismo dominantes. Panorama da
literatura do Peru independente (1905), A
história do Peru (1910), Peru
histórico e artístico (1921), Paisagens
peruanas (1931).
Aguirre, Juan Bautista (1725-1786)
Filósofo, teólogo e escritor equatoriano. Religioso
jesuíta, expulso de seu país em 1767, junto com sua ordem. Lógica, física e metafísica, Versos castellanos.
Alberto da Saxônia (c.1316-1390)
Filósofo alemão. Reitor das universidades de Paris e Viena,
foi bispo de Halberstadt a partir de 1366. Autor de importantes pesquisas em
física e matemática.
Filósofo espanhol. Participou da disputa de Tortosa e escreveu
obra dogmática sobre a religião judaica. O
livro dos princípios (1485).
Alcméon de Crotona (séc. VI-séc V a.C.)
Médico, fisiologista, filósofo e astrônomo grego. Autor do
mais antigo livro grego de medicina, Da
natureza, situou a inteligência no cérebro e realizou as primeiras
dissecções.
Alcott, Amos Bronson (1799-1888)
Filósofo e pedagogo americano. Integrante do grupo dos
transcendentalistas da Nova Inglaterra, suas teses educativas influenciaram as
teorias do pedagogo suíço Johann Heinrich Pestalozzi.
Filósofo inglês. Tentou conciliar o hegelianismo com o
evolucionismo, para chegar ao que chamou de realismo de espaço-tempo. Espaço, tempo e divindade (1920).
Alexandre de Afrodísia (séc. III a.C.)
Filósofo grego, conhecido como o
Exegeta. Diretor da Academia de Atenas, destacou-se como comentarista da obra
filosófica de Aristóteles. Suas teorias influenciaram o pensamento da baixa
Idade Média.
Alexandre de Hales (c.1170-1245)
Teólogo e filósofo inglês. Monge franciscano, sua obra se
propôs unir ao pensamento de Aristóteles as teorias de santo Agostinho, Avicena
e o platonismo.
Abu Yusuf Yaqub ibn Ichaq al-Kindi, filósofo, matemático e
astrólogo árabe. Influenciado pela filosofia aristotélica. Defendeu a doutrina
que distinguia entre ciência humana, abrangendo a lógica e a filosofia, e
ciência divina, de caráter profético.
Filósofo grego. Primeiro a usar o termo teosofia ao se referir
às formas de pensamento religioso-filosóficas, que tentam explicar a natureza
divina e suas relações com todo o resto. Depois de abandonar a religião cristã,
definiu as bases da filosofia neoplatônica, adotada por seus discípulos Longino
e Plotino da escola de Alexandria.
Opção ética e doutrina filosófica segundo a qual o homem é
alheio a qualquer categoria moral. Suas primeiras manifestações na filosofia
ocidental ocorrem com os sofistas e cínicos, na antiga Grécia.
Andrônico de Rodes (séc. I a.C.)
Filósofo grego. Famoso pelos comentários sobre a filosofia
aristotélica, restabeleceu os textos originais de Aristóteles.
Filósofo grego. Discípulo de Sócrates e fundador da escola cínica,
da qual Diógenes foi o principal continuador.
Figura de retórica em que uma palavra, idéia ou proposição
contradiz ou se opõe deliberadamente à anterior. Em filosofia, designa o
segundo termo da antinomia kantiana e a segunda etapa do processo dialético
postulado por Hegel e Marx.
Filósofo neopitagórico grego. Famoso por suas virtudes e
sabedoria, foi transformado em herói mítico e cultuado no Império Romano,
graças à biografia escrita por Filóstrato, que pretendia contrapô-lo à figura
de Cristo, de crescente influência na Roma da época.
Filósofo grego. Representante do ceticismo contra o dogmatismo
dos estóicos, refutou a certeza dada pelo conhecimento e admitiu o razoável como
critério de verdade. Fundou a Nova Academia.
Filósofo italiano. Principal representante do positivismo em
seu país, professor da Universidade de Pádua a partir de 1881.
Em lógica, raciocínio que visa provar ou refutar uma
conclusão.
Filósofo grego. Um dos primeiros apologistas cristãos. Autor de uma Apologia
dedicada aos imperadores Adriano e Antonino Pio.
Aristipo de Cirene, filósofo grego. Fundou a escola hedonista
cirenaica, que defendia a busca do prazer sensorial,
entendido como forma serena de satisfação.
Filósofo grego nascido em Alexandria. De origem judaica,
interpretou a Bíblia com base nos princípios da filosofia grega.
Filósofo e músico grego. Discípulo de Aristóteles, contrário à
teoria musical pitagórica, baseada na matemática. Escreveu diversos tratados
musicais, dois dos quais foram recuperados e publicados no século XIX. Os elementos harmônicos, Os elementos rítmicos.
Termo que na filosofia platônica designa as idéias matrizes,
modelos eternos das coisas individuais, que seriam apenas seus simulacros.
Teoria filosófica que pretende explicar a forma de construção
do conhecimento por meio da associação de idéias.
Filósofo hindu. Líder nacionalista e
fundador de uma escola religiosa cuja doutrina metafísico-teológica combinava
elementos dos Vedas, da ioga e da
tradição idealista ocidental. A vida
divina (1940).
Austin, John Langshaw (1911-1960)
Filósofo britânico. Sua doutrina se enquadra na corrente da
filosofia analítica conhecida como filosofia da linguagem comum. Ensaios filosóficos (1961), Sentido e percepção (1962).
Abu Bakr Mohamed ibn Yahia, filósofo árabe hispânico.
Precursor de Averroés, defendia a possibilidade de união da alma com a
divindade. Guia do solitário.
Avenarius, Richard Heinrich Ludwig (1843-1896)
Filósofo alemão. Professor de filosofia das ciências, elaborou
a teoria do empiriocriticismo. Defendia a experiência pura como caminho para se
chegar ao conceito natural do mundo, anterior ao conceito metafísico. Crítica da experiência pura (1888-1900).
Doutrina caracterizada por afirmar a eternidade da matéria e
por formular a teoria do intelecto ativo, espécie de ligação entre Deus e as
coisas. Principal corrente de pensamento herético da Idade Média, elaborada
pelo filósofo árabe Averroés.
Ayer, Alfred Jules (1910-1989)
Filósofo inglês. Professor de crítica em Londres, introduziu
com ligeiras modificações o neopositivismo do círculo de Viena. Linguagem, verdade e lógica (1936), Os fundamentos do conhecimento empírico
(1940),As questões centrais da filosofia
(1973).
Baader, Franz Xaver von (1765-1841)
Filósofo e teólogo alemão. Opôs-se ao liberalismo com uma
concepção orgânica da sociedade e do estado. Defendeu o uso da razão para
complementar a fé e a tradição da igreja. Fermenta
cognitionis.
Baikie, William Balfour (1825-1864)
Explorador, médico, diplomata e filósofo inglês. Responsável
pelo estabelecimento de relações comerciais entre Nigéria e Reino Unido.
Explorou em 1854 os rios Níger e Benuê.
Filósofo, psicólogo e educador escocês. Fundador, em 1876, de Mind, primeira
revista dedicada à psicologia. Investigou cientificamente os processos mentais.
Estudo do caráter (1861), Mente e corpo: teorias sobre suas relações
(1873), Ciência da educação (1879).
Balmes, Jaime Luciano (1810-1848)
Religioso e filósofo espanhol. Um dos mais característicos
representantes da filosofia cristã neotomista surgida no século XIX. O critério (1845).
Bandeira de Melo, Lydio Machado
Filósofo brasileiro. Um dos poucos brasileiros a figurar no International Who's Who, professor da Universidade Federal de Minas Gerais,
onde recebeu o título de professor emérito. A
biologia da guerra e a lei da paz (1969).
Ibn al-Ibri ou Abu al-Faraj, erudito sírio. Famoso pelos conhecimentos
enciclopédicos de ciência e filosofia e por ter enriquecido a literatura síria com elementos da cultura árabe.
Barthélemy-Saint-Hilaire, Jules (1805-1895)
Filósofo, escritor, político e tradutor francês. Ocupou
diversos cargos políticos, entre eles o de ministro dos Negócios Estrangeiros.
Autor de ensaios, traduziu em 35 volumes as obras de Aristóteles.
Barthez, Paul-Joseph (1734-1806)
Médico e filósofo francês. Um dos fundadores do vitalismo,
atribuía os fenômenos da vida a um princípio vital. Novos elementos da ciência do homem (1778).
Filósofo árabe. Fundador do grupo
Companheiros do Profeta, um dos precursores do sufismo.
Filósofo alemão. Investigou os valores da cultura e colocou no mesmo nível a razão teórica e a razão prática de
Kant. Estudos sobre a filosofia das
ciências exatas (1911), A lei natural
(1924).
Baudrillard, Jean (n. em 1929)
Filósofo francês. Realizou análises sobre a sociedade moderna
e suas relações de poder a partir de uma releitura da psicanálise e do
marxismo. O sistema dos objetos
(1968), À sombra das maiorias silenciosas
(1978), Cool memories
(1987).
Filósofo alemão. Criticado por Marx e Engels em A sagrada família, por restringir a crítica
à religião e ignorar a revolução social. Crítica
da história evangélica dos sinópticos (1841), O cristianismo desnudado (1843).
Charles-Marie-Joseph Bédier, filósofo, crítico e historiador
literário francês. Contribuiu para o conhecimento da literatura francesa
medieval estudando as diversas versões de Tristão
e Isolda e A canção de Rolando.
Membro da Academia Francesa de Letras. As
Lendas épicas (1908-1921).
Bekker, August Immanuel (1785-1871)
Filósofo alemão. Dedicou-se ao estudo crítico e à edição de
autores clássicos, sobretudo gregos. Organizou uma coletânea de textos sobre a
história de Bizâncio, em 25 volumes.
Termo que em filosofia e estética designa o conjunto harmônico
de caracteres ou qualidades capazes de despertar na alma sentimento de prazer e
admiração.
Termo que em filosofia e ética designa o conjunto de ações e obras característicos de comportamento moral e virtuoso.
Bentley,
Arthur Fischer (1870-1957)
Filósofo americano. Dedicou especial atenção ao estudo da
lingüística e ao desenvolvimento da metodologia comportamental nas ciências
políticas. O processo de governo
(1908).
Filósofo francês. Criador do conceito de prospectiva, referente
a uma visão filosófica do futuro. Fundador do Centro Nacional de Prospectiva,
em Paris.
Bergman, Samuel Hugo (1883-1975)
Filósofo israelense. Líder sionista,
primeiro diretor da Biblioteca Nacional Judaica, reitor da Universidade
Judaica de Jerusalém. Introdução à teoria
do conhecimento (1940).
Bernardo de Chartres (m. em 1130)
Humanista e filósofo francês. Sua doutrina, denominada
realismo metafísico, acusava notável influência de Platão e só é conhecida por
obras de seus discípulos.
Bilfinger, Georg Bernhard (1693-1750)
Filósofo alemão. Uniu os princípios teóricos das filosofias de
Christian Wolf e Gottfried Wilhelm Leibniz numa teoria filosófica própria.
Blondel, Maurice-Édouard (1861-1949)
Filósofo francês. Criador da filosofia da ação. Acusado de
pragmatismo, figurou com suas obras no Index librorum prohibitorum. A ação (1893), O pensamento (1934), O ser
(1935).
Filósofo e economista francês. Refutou as teses de Maquiavel e
defendeu a importância da justiça e uma monarquia de caráter mais liberal. Seis livros da república (1576).
Filósofo e naturalista suíço. Descobriu a partenogênese
(reprodução sem fertilização) e elaborou a teoria da evolução desencadeada por
catástrofes. Ensaio de psicologia
(1754), Considerações sobre os corpos
organizados (1762).
Boutens, Pieter Cornelis (1870-1943)
Poeta e filósofo holandês. Pós-simbolista, desenvolveu um estilo
místico que influenciou uma geração de poetas no início do século XX. Versos (1898), Vozes (1907).
Filósofo francês. Defendeu o positivismo espiritualista contra
o naturalismo, por meio de uma crítica à ciência da época e do conceito de
necessidade. A natureza e o espírito
(1926).
Bowne, Borden Parker (1847-1910)
Filósofo americano. Autor de uma metafísica personalista,
segundo a qual a realidade última é formada de entidades espirituais
independentes.
Bradley, Francis Herbert (1846-1924)
Filósofo inglês. Principal representante do idealismo
anglo-saxão, procurou conciliar o hegelianismo com o empirismo. Estudos éticos (1876), Os princípios da lógica (1883), Verdade e realidade (1914).
Brandt, Richard B. (n. em 1910)
Filósofo e educador americano. Um dos mais conhecidos
pensadores modernos que se dedicaram ao estudo do hedonismo ético. Valor e obrigação (1961), Teoria do bom e do certo (1979).
Filósofo francês. Analisou a história da filosofia,
preocupando-se em desvendar como o pensamento filosófico é condicionado por
acontecimentos externos. Crisipo e o
antigo estoicismo (1910), História da
filosofia alemã (1921), A filosofia
de Plotino (1928).
Filósofo inglês. Discípulo de Dugal Stewart, foi influenciado
por Hume e fez importantes críticas à escola escocesa do sentido comum. Lições sobre a filosofia da mente humana
(1820).
Filósofo francês. Idealista, opunha-se a todo empirismo,
positivista ou intuicionista. O progresso
da consciência na filosofia ocidental (1927).
Buchez, Philippe-Joseph-Benjamin (1796-1865)
Filósofo e político francês. Partidário do carbonarismo e das
doutrinas de Saint-Simon, participou da organização de uma aliança entre a
ortodoxia católica e as teorias socialistas.
Religioso e filósofo francês. Jesuíta, representou a filosofia
do senso comum. Tratado das verdades
primárias e das fontes de nossos juízos (1724), Elementos de metafísica (1725).
Bulgakov, Serguei Nikolaievitch (1871-1944)
Economista, filósofo e teólogo russo. Reitor do Instituto de
Teologia Ortodoxa de Paris. O cordeiro de
Deus (1937).
Filósofo e físico argentino. Defendeu a relação entre as atividades
filosófica e científica, propondo que a filosofia enfrentasse questões
sociológicas e de ética. A investigação
científica (1969), Materialismo e
ciência (1980).
Filósofo francês. Discípulo de Guilherme de Occam, analisou o
princípio da causalidade, revisou a mecânica aristotélica.
Burke, Kenneth Duva (1897-1993)
Filósofo e crítico literário americano. Ligado à corrente do
New Criticism, deixou obra original e variada. A filosofia da forma literária (1941), Linguagem como ação simbólica (1966).
Religioso e filósofo inglês. Defendeu a religião contra o
racionalismo. Quinze sermões (1726), A analogia da religião, natural ou
revelada, com a constituição e o curso da natureza (1736).
Cabanis, Pierre-Jean-Georges (1757-1808)
Médico, filósofo e escritor francês. Figura de destaque do
grupo dos ideólogos, que pretendia estudar a origem das idéias. Relações entre o físico e a moral do homem
(1796-1802).
Romance do escritor francês Voltaire, publicado em 1759. Por
meio das intermináveis vicissitudes do protagonista, ridiculariza as idéias do
filósofo Leibniz e o exagerado otimismo do século XVIII.
Caraballese, Pantaleo (1877-1948)
Filósofo italiano. Transformou a doutrina deísta de Bernardino
Varisco num ontologismo crítico, espécie de imanentismo atualista da
consciência. Crítica do concreto
(1921), Ontologismo crítico (1942).
Filósofo grego. Discípulo de Diógenes e Egesino, fundou a Terceira
Academia, de tendência cética.
Conjunto de tradições filosóficas e atitudes científicas
originadas das idéias do filósofo francês René Descartes.
Filósofo suíço. Pertencente à Companhia de Jesus, lecionou
filosofia moral nos Países Baixos. Seus livros polêmicos foram traduzidos em
várias línguas européias. O socialismo
(1898).
Filósofo, médico e botânico italiano. Autor do primeiro livro
sobre botânica, estabeleceu uma classificação das plantas baseada nos
caracteres da flor, do fruto e do embrião. De
plantis libri XVI
(1583).
Chamberlain, Houston Stewart (1855-1927)
Político e filósofo alemão nascido na Inglaterra. Defensor da
tese sobre a superioridade racial dos "arianos" na cultura
européia, que influenciou o pensamento nacionalista germânico e inspirou
o nacional-socialismo de Hitler.
Filósofa e educadora brasileira. Aborda as questões
filosóficas dentro de uma perspectiva social e política. Professora de
Filosofia da Universidade de São Paulo. O
que é ideologia (1981), Da realidade
sem mistérios ao mistério do mundo (1981), Repressão sexual (1984).
Cherbury, Edward Herbert de (1583-1648)
Filósofo inglês. Um dos precursores do deísmo, defendeu uma
doutrina das verdades inatas, nas quais baseava uma religião natural, superior
a todos os cultos. Tratado sobre a
verdade (1624).
Doutrina positivista segundo a qual os conhecimentos de cunho
científico são definitivos e devem ser estendidos a todos os domínios da vida
humana.
Emil Michel Cioran, filósofo e escritor francês nascido na
Romênia. Pessimista, teórico do vazio que ameaça todas as coisas e o homem,
escreveu aforismos. Breviário da
decomposição (1949), Silogismos da
amargura (1952).
Nome por que ficou conhecido o grupo de
filósofos e cientistas reunidos na Universidade de Viena na década de 1920, com
o objetivo de abordar a filosofia com os métodos das ciências exatas.
Seus principais representantes foram Moritz Schlick, Rudolf Carnap, Hans
Reichenbach e Otto Neurath.
Filósofo alemão. Defensor da filosofia cartesiana, estudou as
relações entre a alma e o corpo. Tornou-se um dos divulgadores do
ocasionalismo. Sobre a união da alma e do
corpo no homem (1663).
Filósofo grego. Liderou a escola estóica após a morte de Zenão
de Cicio. Fragmentos de suas obras encontram-se nos trabalhos de Diógenes
Laércio e Estobeu. Autor de um hino a Zeus.
Filósofo e professor alemão. Defensor do neokantismo e
fundador da escola de Marburgo. Lógica do
conhecimento puro (1902), Ética da
vontade pura (1904), Estética do
sentimento puro (1912).
Filósofo alemão. Criou teorias baseadas numa doutrina de
valores que foram aplicadas em estética e em educação. Estética geral (1901), Teoria
da dialética (1923), Ciência dos
valores (1932).
Collingwood, R. G. (1889-1943)
Robin George Collingwood, historiador e filósofo inglês.
Estudioso do mundo romano, buscou aproximar filosofia e conhecimento histórico.
Um ensaio sobre o método filosófico
(1933), Idéia da história (1946).
Filósofo inglês. Deísta, antidogmático e
livre-pensador, preocupava-se com a crítica dos textos bíblicos e das
religiões positivistas. Discurso sobre o
livre-pensamento a propósito do aparecimento e crescimento de uma seita chamada
de livres-pensadores (1713).
Doutrina filosófica medieval segundo a qual as idéias teriam
uma existência simbólica na mente, e outra, concreta, nas coisas. Posição
intermediária entre o nominalismo e o realismo. Também chamada conceptualismo.
Condillac, Étienne Bonnot de (1715-1780)
Filósofo e economista francês. Amigo dos enciclopedistas e
principal divulgador das idéias de Locke na França. Foi o primeiro a elaborar
uma teoria psicológica da utilidade como base de valor. Tratado dos sistemas (1749), Tratado
das sensações (1754), Tratado dos
animais (1755).
Termo que designa, em filosofia, o processo pelo qual o
sujeito apreende um objeto. O conhecimento sensível é adquirido por meio dos
sentidos. O inteligível depende do uso da razão e tem como objeto tipos gerais,
e não individuais e concretos.
Acontecimento de ocorrência possível, mas incerta. Em
filosofia, qualidade do que pode ser ou não ser.
Filósofo brasileiro. Historicista de um pragmatismo adaptado
ao pensamento brasileiro. A filosofia no
Brasil (1945), Contribuição à
história das idéias no Brasil (1960), Platão
e os diálogos (1963).
Filósofo francês. Líder da escola eclética francesa, segundo a
qual Deus é o princípio fundamental das verdades eternas. Sobre o verdadeiro, o belo e o bem (1853).
Gramático e filósofo grego. Estóico, fundou a escola literária
de Pérgamo. Publicou comentários sobre Homero.
Crates de Tebas (séc. IV a.C.).
Filósofo grego. Discípulo de Diógenes, defendeu os princípios
da escola cínica. Levou vida ascética e missionária.
Filósofo grego nascido na Anatólia. Um dos principais
estóicos, de complexo formalismo sobretudo no campo da lógica.
Político, filósofo, poeta e historiador ateniense. Discípulo
de Sócrates e tio de Platão. Participou do governo dos trinta tiranos.
Doutrina filosófica que tem como objeto o processo pelo qual
se estrutura o conhecimento. Estabelecida pelo filósofo alemão Immanuel Kant, a
partir das críticas ao empirismo e ao racionalismo.
Filósofo grego. Embaixador ateniense em Roma de 156 a 155 a.C.
Peripatético, defendeu a crença na eternidade do mundo e da raça humana,
baseado em Aristóteles e Teofrasto.
Filósofo e teólogo inglês. Líder da escola platônica de
Cambridge, opôs-se ao puritanismo. O
verdadeiro sistema intelectual do universo (1678), Tratado sobre a moral eterna e imutável (1731).
Filósofo grego. Último representante da escola de Atenas,
autor de um comentário sobre Parmênides. Dúvidas
e soluções sobre os primeiros princípios.
Poeta, médico e filósofo inglês. Avô de Charles Darwin, autor
de obra importante que exerceu grande influência sobre a teoria das espécies. O jardim botânico (1792), Zoonomia
(1794-1796).
Surendra Nath Dasgupta, filósofo indiano. Seu sistema
filosófico combina elementos orientais e ocidentais. História da filosofia indiana (1922-1955).
Deborin, A. Moiseievitch (1881-1964)
Abram Moiseievitch Yoffe, filósofo
russo. Biógrafo, um dos mais importantes autores russos da sistematização
pós-leninista do materialismo dialético. Marx
e Engels (1923-1924).
Termo que designa, em filosofia, o raciocínio que conduz a uma
conclusão necessária, a partir de premissas dadas.
Descrição das características essenciais de um objeto ou
conceito, que visa diferenciá-lo dos demais e torná-lo conhecido no que tem de
específico.
Filósofo francês. Estudioso de Nietzsche, dedicou-se a
desarticular os conceitos básicos da cultura moderna. Definiu a filosofia como
atividade de criação de conceitos. O anti-Édipo (1972), Mil
platôs - Capitalismo e esquizofrenia II (1980), Foucault (1986), O que é filosofia
(1991).
Demétrio de Falero (séc. IV a.C.)
Político, filósofo e orador ateniense. Como governante de
Atenas, favoreceu as classes superiores e seguiu as idéias políticas de
Aristóteles. Fugiu para o Egito após o restabelecimento da democracia e redigiu
em prosa a primeira coletânea de fábulas atribuídas a Esopo.
Estudo sistemático dos deveres profissionais, em relação à
sociedade que os cria e mantém.
Filósofo e lingüista francês. Pós-estruturalista, promoveu uma
releitura das ciências humanas com base na literatura, lingüística e
psicanálise. Da gramatologia (1970), Posições (1972), A arqueologia da frivolidade (1976).
Filósofo e médico alemão. Professor da Universidade de Berlim,
fundou em 1906 a Revista de Estética e
Ciência da Arte em Geral.
Destutt de Tracy, Antoine-Louis-Claude (1754-1836)
Filósofo e político francês. Nomeado senador durante o
consulado de Napoleão e par da França com a restauração. Seu pensamento foi influenciado
por John Locke. Elementos de ideologia.
Deústua, Alejandro Octavio (1849-1945)
Filósofo peruano. Defendeu a liberdade como fundamento de
todos os valores do espírito. As idéias
de ordem e liberdade na história do pensamento humano (1917-1922).
Termo que designa, em filosofia, o processo de transformação
dos seres e das coisas, o conjunto de mudanças que se manifestam à medida que o
tempo evolui. Opõe-se à filosofia do ser, que traz a idéia de permanência.
Dietrich, Paul Henri (1723-1789)
Filósofo francês nascido na Alemanha, cognominado barão
d'Holbach. Colaborou com verbetes para a Encyclopédie e foi inimigo
radical da religião. O cristianismo
desvendado (1767), O espírito do
judaísmo (1770), Sistema da natureza
(1770).
Filósofo escocês. Defendeu a tese de que a igreja deveria
permitir liberdade total de opinião sobre questões dogmáticas menores, sem
perda de sua autoridade pastoral. Dos
corpos (1644), A imortalidade da alma
(1644).
Filósofo e médico grego. Sua obra combina influências das
doutrinas de Hipócrates, da escola de Sicília e a metodologia aristotélica.
Autor dos primeiros tratados médicos escritos em grego ático.
Filósofo grego. Representante da escola megárica, foi grande
inovador da lógica formal.
Diógenes de Apolônia (séc. V a.C.)
Filósofo e anatomista grego. Pré-socrático, discípulo de
Anaxímenes, postulou um sistema cosmogônico cuja substância primordial seria o
ar.
Dionísio o Areopagita (séc. I)
Filósofo grego. Convertido ao cristianismo pelo apóstolo
Paulo, foi o primeiro bispo de Atenas. Autor de textos em que tenta conciliar os pensamentos grego e cristão, de grande influência na
filosofia medieval.
Expressão da teoria marxista que se refere à fase transitória
entre a derrubada do regime capitalista e a implantação do socialismo, por meio
de um regime coletivista.
Posição teórica filosófica que considera possível a existência
e o conhecimento de um conjunto de verdades inquestionáveis e válidas para
sempre. Atitude de quem pretende que seu pensamento seja aceito como verdade
definitiva.
Dong Zhongshu (c.179 a.C-c.104 a.C.)
Filósofo chinês. Responsável pelo estabelecimento do confucionismo
como filosofia política oficial, fez da fusão das escolas de pensamento do yin-yang
e do confucionismo sua base filosófica.
Conjunto de princípios que constituem os fundamentos de um
sistema qualquer de conhecimento, como o religioso, filosófico, jurídico ou
político.
Filósofo alemão. Seguidor de Nicolaus Hartmann, defendeu a
teoria de que Jesus é personagem mítica e não histórica. O mito de Cristo (1909-1911).
Driesch, Hans Adolf Eduard (1867-1941)
Biólogo e filósofo alemão. Um dos fundadores da embriologia
experimental, último grande defensor do vitalismo.
Físico, filósofo e historiador francês. Autor de uma teoria da
energética e de um amplo estudo sobre a história da ciência. Tratado de energética ou termodinâmica geral
(1911), O sistema do mundo
(1913-1959).
Dühring, Karl Eugen (1833-1921)
Filósofo e economista político alemão. Egresso da esquerda
hegeliana, discípulo de Feuerbach e positivista. Famoso pelo ataque que lhe
moveu Engels em Anti-Dühring.
Eberhard, Johann August (1739-1809)
Teólogo e filósofo alemão. Estudou na universidade de Halle,
da qual se tornou professor de filosofia, após ingressar na vida religiosa. Nova apologia de Sócrates (1772), Amyntor, uma história em cartas (1782).
Ecfanto de Siracusa (séc. V a.C.)
Filósofo grego. Pitagórico e discípulo de Hicetas de Siracusa,
afirmava que a Terra girava sobre seu eixo.
Ehrenfels, Christian von (1859-1932)
Filósofo austríaco. Ligado à escola fenomenológica e ao
gestaltismo. Criou uma teoria de valores. Sistema
da teoria dos valores (1897), Conceitos
elementares da ética (1907).
Método filosófico baseado na contemplação desinteressada do
mundo a partir das essências puras e universais, com o objetivo de atingir o eidos, ou estrutura essencial das
coisas. Criado pelo filósofo alemão Edmund Husserl.
Escola filosófica pré-socrática que sustentou a unidade
indivisível do ser. Surgida na cidade de Eléia, seus principais representantes
foram Parmênides e Zenão.
Humanista inglês. Autodidata, traduziu Isócrates, Plutarco,
Cipriano e Pico della Mirandola. Autor de um dicionário latim-inglês, pioneiro
no uso do vernáculo.
Posição teológico-filosófica que situa num ser supremo e
infinito o princípio ou a causa do mundo. O universo teria se desprendido de
Deus, mediante uma emanação deliberada ou acidental de sua própria substância.
Designação comum às doutrinas dos filósofos Richard Avenarius
e Ernst Mach, caracterizadas sobretudo pela concepção da experiência como soma
de impressões e sensações subjetivas. Também chamado positivismo crítico.
Filósofo grego. Sistematizou em dez pontos os argumentos
céticos que conduzem à suspensão de todo juízo.
Nome dado ao ser encarado como objeto da metafísica e, mais
precisamente, da ontologia, disciplina que se interessa por sua estrutura
causal, seu modo de existência e sua compreensão.
Termo utilizado por Aristóteles para designar a finalidade
imanente que define cada ser e o dirige ocultamente para a meta de sua plena
realização.
Termo que designa, em filosofia, a faculdade de compreensão,
em oposição à experiência das sensações. Associada por Kant ao conhecimento das
experiências sensíveis e à intuição.
Termo que designa, em filosofia, o silogismo a que falta uma
das premissas. Pode ser de primeira ou segunda ordem, conforme a premissa omitida
seja, respectivamente, a maior ou a menor.
Doutrina filosófica que defende o primado dos processos
físicos sobre a consciência, a qual não seria senão um fenômeno secundário.
Termo que designa, em filosofia, o silogismo cujas premissas
vêm acompanhadas de prova.
Parte da teoria do conhecimento dedicada ao estudo histórico
da origem e evolução do conhecimento humano. Termo empregado sobretudo pelo
filósofo e educador suíço Jean Piaget.
Filósofo alemão. Estudioso de psicologia e lógica, defensor da
obra de Immanuel Kant. Hipóteses
científicas sobre o corpo e a alma (1907), Conhecer e compreender (1913).
Termo em filosofia referente à escola de Mégara, caracterizada
pela prática da retórica vazia, que tinha por objetivo vencer uma disputa a
qualquer custo, ainda que sem razão.
Escola de filosofia cujo sistema tomava por princípio a
identidade entre o prazer dos sentidos e a virtude ou bem. Herdeira de Sócrates
e dos sofistas, fundada no século V a.C. por Aristipo de Cirene.
Grupo filosófico de doutrina atomista, integrado por filósofos
gregos pré-socráticos, como Leucipo e Demócrito. Seu nome se refere à colônia
grega fundada na Trácia por volta de 654 a.C., onde nasceu Demócrito.
Centro de estudos de ciências, filosofia e artes, fundado por
Euclides, no século III a.C. Ali atuaram em diferentes épocas pensadores como
Arquimedes, Erastóstenes, Hiparco de Nicéia e Heráclides de Taranto, nos campos
da matemática, astronomia, filosofia e medicina.
Círculo filosófico neokantiano alemão, fundado por Wilhelm
Windelband e dirigido por Heinrich Rickert. Também conhecida como escola
axiológica, empreendeu uma revisão das idéias de Kant centrada na importância
dos valores.
Grupo de pensadores do movimento da filosofia analítica. Entre
seus representantes destacam-se Bertrand Russell, George Edward Moore e Ludwig Wittgenstein.
Também chamada escola analítica de Cambridge.
Denominação de um grupo de filósofos alemães neokantianos do
fim do século XIX. Estudaram a linguagem e a logística a partir da filosofia,
com seguidores na Itália e na Espanha.
Nome dado a uma corrente filosófica surgida no século VI a.C.
no litoral grego da Anatólia. Primeira escola a tentar uma interpretação
racional do mundo.
Escola filosófica surgida na cidade italiana de Pádua no
século XVI, que combinou as teses aristotélicas com as de Averroés.
Movimento cultural surgido em Pernambuco na segunda metade do
século XIX. Iniciada por Tobias Barreto, abrangeu todos os setores da atividade
artística e intelectual. Serviu de centro de irradiação da doutrina
positivista.
Escola de Tradutores de Toledo
Instituição criada na Espanha, no século XIII, pelo rei Afonso
X, que reunia sábios cristãos, judeus e árabes, e empreendeu uma grande e
importante compilação de obras históricas, filosóficas e jurídicas.
Filósofo grego. Discípulo de Platão, diverge do mestre em
aspectos importantes de sua filosofia, como a doutrina do bem como idéia das
idéias.
Movimento filosófico e literário que pregava a supremacia dos
valores estéticos sobre os outros valores. Observado em várias fases da
história, predominou no fim do século XIX e início do século XX, com os
pré-rafaelitas e os decadentistas, entre outros.
Eucken, Rudolf
Christoph (1846-1926)
Filósofo alemão. Idealista, defendeu a vida espiritual contra
o naturalismo, o positivismo e o criticismo da época. Prêmio Nobel de 1908. O significado e o valor da vida (1909), Indivíduo e sociedade (1923).
Euclides de Mégara (c.450-c.368 a.C.)
Filósofo grego. Discípulo de Sócrates e fundador da escola
megárica. Formulou uma doutrina que associava a dialética e a moral de Sócrates
à metafísica dos eleatas.
Eudemo de Rodes (séc. IV a.C.)
Filósofo grego. Discípulo de Aristóteles, a quem este dedicou
um tratado de ética. De sua obra só restaram alguns fragmentos. História da geometria, da aritmética e da
astronomia, Sobre as categorias, Sobre a interpretação.
Doutrina moral que propõe a felicidade como o bem supremo da
existência. Presente no epicurismo, no hedonismo e no utilitarismo.
Sistema racionalista de interpretação da mitologia, segundo o
qual os deuses teriam sido heróis e guerreiros divinizados pelo homem. Criado
pelo filósofo grego Evêmero.
Método que consiste em observar de maneira controlada e
sistemática os fenômenos reproduzíveis cientificamente, com o objetivo de
confirmar determinada hipótese. Adotado na ciência moderna por Roger Bacon e
Galileu Galilei.
Mohamed ibn-Mohamed ibn-Tarkhan ibn-Uzala al-Farabi, filósofo
iraniano. Introdutor da herança cultural grega no mundo muçulmano, influiu na
escolástica medieval ocidental. Autor de uma série de tratados sobre a
inteligência, a alma, o tempo e outros conceitos filosóficos.
Doutrina filosófica segundo a qual todos os acontecimentos do
universo acontecem por uma necessidade absoluta, fixada de antemão por forças
externas superiores à vontade do homem.
Filósofo alemão. Discípulo de Moritz Schlick e integrante do
círculo de Viena. Um dos formuladores da teoria da identidade, seu pensamento
destaca a primazia do mundo físico sobre o intelecto. Teoria e experiência em física (1929), O mental e o físico (1967).
Termo que designa, em filosofia, o bem supremo e o fim último
do homem na Terra, podendo estar relacionado à realização de um prazer ou de um
ideal, como a virtude e a sabedoria.
Conceito genérico que designa, nas ciências exatas, toda
modificação da matéria por meio de agentes químicos ou físicos. Designa em filosofia tudo que é percebido pelos sentidos e a
experiência.
Ferécides de Siros (séc. VI a.C.)
Filósofo grego. Descrito por Aristóteles como um teólogo que misturava
filosofia e mitologia. Conhecido como autor de uma obra que descreve
a origem do mundo intitulada As cinco
cavernas. Está também associado à criação da doutrina da metempsicose.
Filósofo, historiador e economista escocês. Precursor da
moderna sociologia, deu ênfase às interações individuais e sociais. Ensaio sobre a história da sociedade civil
(1767), Instituições da filosofia moral
(1769).
Ferrater Mora, José (1912-1991)
Filósofo e escritor espanhol. Suas idéias se aproximam de
tendências cientificistas anglo-saxônicas e do existencialismo. Dicionário de filosofia (1941), Espanha e Europa (1942), Lógica e matemática (1955).
Filósofo italiano. Conhecido por sua teoria do monismo
dinâmico. Diretor da revista A filosofia das
Escolas Italianas e colaborador das revistas Cimento, Revista
Contemporânea e Nova Antologia. Leonardo da Vinci e a filosofia da arte
(1871), A idéia do verdadeiro e suas
relações com a idéia do ser (1888).
Fichte, Immanuel Hermann von (1796-1879)
Filósofo alemão. Filho de Johann Fichte. Um dos representantes
do espiritualismo alemão, doutrina caracterizada pela polêmica contra o
positivismo e o idealismo hegeliano. Sobre
as condições de um teísmo especulativo (1835).
Filão de Larissa (c.144-c.85 a.C.)
Filósofo grego. Diretor da Academia Nova, ligado à teoria do
dogmatismo. Defendeu a tese de que as primeiras idéias estão gravadas na alma,
mas não podem ser percebidas por meio dos sentidos.
Filósofo grego. Principal representante da escola
greco-judaica que preparou o caminho para o neoplatonismo. Tentou uma
interpretação do Antigo Testamento com base na filosofia.
Filósofo palestino. Epicurista de grande influência na intelectualidade
romana, autor de várias obras em grego sobre ciência,
literatura, religião e política.
Filósofo e matemático grego. Pertencente à escola pitagórica,
estudou em especial a teoria dos números. A versão de que foi o primeiro
sistematizador das teorias de Pitágoras é contestada por muitos historiadores.
Pensamento que apresenta diretrizes eminentemente pragmáticas,
mais voltadas para os aspectos éticos e sociais da vida do que para as grandes
questões metafísicas.
Ramo da filosofia relacionado à crítica de arte. Visa prover
fundamentos conceituais ao crítico.
Parte da filosofia que tem como objeto a análise dos princípios
paradigmáticos usados pelos cientistas para estabelecer as hipóteses de suas
pesquisas e justificar seus acertos científicos.
Parte da filosofia que pesquisa os fundamentos da ciência cujo
objeto é o estudo dos acontecimentos humanos, entendidos como
a tradição oral ou escrita da vida dos povos.
Conjunto das doutrinas filosóficas produzidas pelos gregos do
século VI a.C. até o século III da era cristã. Seus maiores nomes foram
Sócrates, Platão e Aristóteles.
Parte da filosofia que tem por objeto de estudo as teorias
construídas para justificar e impulsionar o desenvolvimento das sociedades e do
estado.
Filósofo alemão. Dedicou parte de sua obra ao estudo do pensamento
de Kant. Crítica da filosofia kantiana
(1883), História da filosofia moderna
(1897-1904).
Termo que designa, em filosofia, a estrutura visível de um
corpo ou a expressão exterior de um pensamento ou de uma decisão da vontade.
Significa também, de modo metafórico, o princípio substancial dos seres, em
contraposição à matéria.
Filósofo e teólogo alemão. Partidário do luteranismo, seu
antidogmatismo o obrigou a se exilar na Suíça. Pregou uma atitude mística em
lugar da crença dogmática.
Fries, Jakob Friedrich (1773-1843)
Filósofo alemão. Seguidor de Kant, opôs-se a qualquer
sistematização preconcebida do saber. Influenciou o desenvolvimento da teologia
protestante. Sistema de filosofia como
ciência evidente (1804), Nova crítica
da razão (1807).
Filósofo e sociólogo americano. Doutor em filosofia,
especializado em sociologia das massas, fundou em 1935 o Instituto Gallup de
pesquisas. Notável pela exatidão de suas previsões. O estado da humanidade (1973).
Filósofo italiano. Um dos mais importantes do Renascimento,
defendeu a liberdade de pensamento, imprensa e religião. Ensaio filosófico sobre a crítica do conhecimento (1819-1847), Filosofia da vontade (1832-1840).
Filósofo espanhol. Discípulo de Ortega y Gasset, chefiou
equipe no México para o estudo das idéias hispano-americanas. Filosofia da filosofia e história da
filosofia (1947), Filosofia
contemporânea (1962).
Político e filósofo francês. Crítico
marxista e membro do Partido Comunista, propôs o realismo sem
fronteiras. Tornou-se cristão em 1970 e em 1981 aderiu ao Islã. Do anátema ao diálogo (1965), Por um diálogo das civilizações (1977).
García Morente, Manuel (1886-1942)
Filósofo e religioso espanhol. Estudioso de santo Tomás de
Aquino e Kant, de quem traduziu as principais obras. Ensaios sobre o progresso (1932), Lições preliminares de filosofia (1937).
Abu Hamid Mohamed al-Ghazzali, filósofo árabe. Cético e
racionalista, contrário ao aristotelismo avicenista e ao neoplatonismo dos
pensadores árabes da época. A
inconsistência dos filósofos.
Geijer, Erik Gustaf (1783-1847)
Poeta, historiador e filósofo sueco. Apaixonado pelo passado
nórdico, escreveu cantos patrióticos e hinos religiosos. Divulgou a obra de
Shakespeare na Suécia, com sua tradução de Macbeth. História do povo sueco (1832-1836).
Filósofo e religioso italiano. Franciscano, reitor da
Universidade de Milão e fundador da Rivista di Filosofia Neo-scolastica. O
enigma da vida (1910), Sobre as
relações entre a ciência e a filosofia (1911).
Filósofo e economista italiano. Precursor do liberalismo econômico,
propôs reformas no reino de Nápoles e procurou combinar idéias iluministas com
um cristianismo radical. Elementos de
disciplina metafísica (1743-1752), Lições
de comércio (1765).
Filósofo e político italiano. Um dos principais pensadores
pós-hegelianos, aderiu a Mussolini e tornou-se um dos teóricos do regime
fascista. Senador e ministro da Educação, foi assassinado em Florença. Teoria geral do espírito como ato puro
(1916).
Gilson, Étienne-Henry (1884-1978)
Filósofo francês. Autoridade em filosofia medieval, eleito
membro da Academia Francesa em 1946. Santo
Tomás de Aquino (1914), O espírito da
filosofia medieval (1932).
Gioberti, Vincenzo (1801-1852)
Filósofo e político italiano. Teólogo,
ministro e presidente do Conselho, opôs-se aos governos absolutistas da
época e defendeu a unificação dos estados italianos. Sua obra reflete a
influência de Giordano Bruno, Vico e são Boaventura. Teórica do sobrenatural (1838), Sobre
o belo (1841).
Filósofo e médico inglês. Descobriu e estudou a membrana
conjuntiva que envolve o fígado e adere ao peritônio e que em sua homenagem se
chamou cápsula de Glisson.
Conhecimento filosófico e religioso acerca de Deus. Explicação
esotérica e mística, transmitida por tradição, após ritos de iniciação.
Escritor e filósofo inglês. Influenciou o movimento literário
romântico em seu país com a defesa do ateísmo e do anarquismo. Indagação sobre a justiça política
(1793), As aventuras de Caleb Williams (1794), Pensamentos sobre o homem (1831).
Escritor e filósofo alemão. Professor de história e literatura
e integrante dos movimentos liberais de 1848. Poesia alemã na Idade Média (1854), Goethe e Schiller (1867-1876).
Filósofo americano. Um dos integrantes da corrente filosófica
conhecida como nominalismo construtivo. Admite as entidades abstratas
consideradas como indivíduos, não suscetíveis de agrupamento em classes. A estrutura da aparência (1951).
Górgias de Leontinos (c.487-c.380 a.C.)
Orador grego. Professor de retórica em Atenas, criou o estilo
sofista, no qual o tema é tratado de maneiras diferentes e até opostas.
Imortalizado por Platão no diálogo Górgias.
Conceito filosófico aplicado à faculdade de caráter estético e
ético de julgar um objeto segundo o ideal do belo, ou a partir de percepções
subjetivas.
Grosseteste, Robert (c.1175-1253)
Filósofo e religioso inglês. Franciscano, chanceler da
Universidade de Oxford a partir de 1229. Contribuiu para o renascimento dos
estudos clássicos. Traduziu os neoplatônicos e introduziu a obra de Aristóteles
no Ocidente.
Nome por que ficou conhecido o grupo de artistas e filósofos que,
de 1907 a 1930, se reuniam em casa dos irmãos Bell e de Virginia Woolf, no
distrito de Bloomsbury, em Londres. Incluía John Maynard Keynes, Bertrand Russell, Aldous
Huxley e T. S. Eliot.
Filósofo francês. Representante do pensamento católico
contemporâneo, dedicou-se a temas como o tempo e a eternidade e as relações
entre a razão e a fé. A existência
temporal (1949), O secular e a igreja
(1963).
Poeta e filósofo francês. Sua obra procura valorizar a função
da solidariedade na ética. Esboço de uma
moral sem obrigação nem sanção.
Ha-Levi, Iehudá ben Samuel (c.1075-1141)
Poeta e filósofo espanhol. Introduziu os metros arábicos na
poesia hebraica. Autor de 800 poemas, alguns deles cantados em sinagogas, e do Livro do Khazar,
que apresenta sua filosofia do judaísmo em forma de diálogos. Viveu grande
parte da vida em Toledo e Granada, antes de sair em peregrinação pelo Oriente.
Hamann, Johann Georg
(1730-1788)
Filósofo alemão. Seguidor do pensamento e da estética do
romantismo, opôs-se ao racionalismo iluminista e ao idealismo crítico de Kant. Metacrítica sobre os purismos da razão
(1780), Cruzada de um filólogo
(1762).
Filósofo francês. Racionalista, vinculou seu pensamento ao de
grandes mestres como Aristóteles, Descartes e Kant. Formulou um sistema de
filosofia cujo fundamento é a noção de "personalidade". Ensaio sobre os elementos principais da
representação (1907), O sistema de
Descartes (1911).
Hamilton, Sir William (1788-1856)
Filósofo escocês. Professor de lógica e metafísica em
Edimburgo, estabeleceu a separação entre o domínio do conhecimento e o da
crença. A concepção do homem sobre a
eternidade (1854).
Filósofo chinês. Representante do sistema político-filosófico
jurídico, forneceu a base teórica para a constituição do estado chinês em 221
a.C. O professor Han Fei.
Filósofo inglês. Reafirmou a teoria aristotélica da
estabilidade constitucional e da revolução, com grande influência sobre os
ideais americanos de democracia.
Filósofo e médico inglês. Pioneiro na definição dos fenômenos
mentais a partir de uma fisiologia psicológica. Observações sobre o homem, sua constituição, deveres e esperanças
(1749).
Hartmann, Eduard von (1842-1905)
Filósofo alemão. Notável por sua concepção do inconsciente
como princípio originário que integra os aspectos racionais e irracionais da
realidade. Filosofia do inconsciente
(1869), Neokantismo, schopenhauerianismo
e hegelianismo (1877).
Filósofo alemão. Discípulo do neokantismo, seguiu o caminho da
fenomenologia em estudos ligados à teoria do conhecimento e ontologia realista.
Metafísica do conhecimento (1921), Filosofia da natureza (1950).
Hayashi Nobukatsu, filósofo japonês. Abandonou o budismo pelo
neoconfucionismo do filósofo Chu Hsi. Conhecido por sua intolerância em relação
às outras doutrinas.
Filósofo espanhol. Defendia a tese da imanência do divino no
espírito humano e definia o universo como produto do amor divino. Sua obra é
importante fonte para a filosofia de Spinoza.
Helvétius, Claude-Adrien (1715-1771)
Filósofo francês. Materialista, reduziu as idéias às sensações
provocadas pelos objetos materiais. Um dos precursores ideológicos da revolução
francesa. Sobre o homem, suas faculdades
intelectuais e sua educação (1772).
Heráclides do Ponto (c.390-c.322 a.C.)
Filósofo e astrônomo grego. Discípulo de Platão, primeiro a
admitir o movimento de rotação da Terra em torno de seu próprio eixo.
Herbart, Johann Friedrich (1776-1841)
Filósofo e educador alemão. Criou o sistema de instrução
científica, fundamentado na filosofia e na psicologia. Psicologia como ciência (1824-1825), Metafísica geral (1828-1829).
Filósofo e jornalista alemão. Primeiro jornalista em seu país
a defender publicamente idéias socialistas. Responsável pela conversão de
Engels ao comunismo. Roma e Jerusalém
(1862).
Filósofo e religioso alemão. Buscou construir uma filosofia
cristã com auxílio das principais contribuições do pensamento contemporâneo,
como a fenomenologia, o neokantismo e a teoria objetivista dos valores.
Doutrina filosófica monista segundo a qual matéria e vida são
inseparáveis. Defendida por Tales de Mileto, Anaximandro, Heráclito e Epicuro,
entre outros.
Matemática e filósofa grega nascida em Alexandria. Famosa pela
sabedoria e conhecimento, dirigiu a escola neoplatônica de sua cidade natal.
Doutrina histórico-filosófica que define o pensamento como
resultado cultural do processo histórico e reduz a realidade e sua concepção à
história. Adotada por autores como Croce, Nietzsche, Comte e Simmel.
Filósofo dinamarquês. Rejeitou os aspectos mais empiristas do
positivismo e admitiu sob condições a metafísica. A totalidade como categoria (1917), A relação como categoria (1917).
Termo que designa, em filosofia, as partículas simples e
homogêneas de um mesmo elemento material, que teriam dado origem a todos os
corpos do mundo fenomênico. Empregado pelo filósofo grego Anaxágoras.
Horne, Herman Harrell (1874-1946)
Filósofo e pedagogo americano. Representante da corrente
filosófica idealista na renovação das teorias educativas. A filosofia da educação (1904), Esta
nova educação (1931).
Howison, George Holmes (1834-1916)
Filósofo americano. Seguidor da doutrina do personalismo,
defendeu um idealismo personalista contrário ao idealismo absoluto e ao
impersonalismo em geral. Os limites da
evolução (1901).
Filósofo chinês. Um dos mais importantes pensadores taoístas,
divulgou a doutrina em época dominada pelo confucionismo. Compilador do Huai-nan-tzu,
obra de cosmogonia e filosofia taoístas.
Huarte de San Juan, Juan (c.1530-c.1592)
Filósofo e médico espanhol. Conhecido por seu livro sobre as
descobertas científicas, divulgado por toda a Europa. Análise das habilidades para as ciências (1575).
Filósofo chinês. Sexto grande patriarca do zen-budismo, fundou
a Escola do Sul, tendência dominante do zen-budismo na China e no Japão.
Princípio filosófico que prega o humanismo com afirmação da
primazia de Deus. Defendido pelo filósofo francês Jacques Maritain.
Hutcheson, Francis (1694-1746)
Filósofo irlandês. Representante da escola do sentido moral, defensora
da ética como faculdade inata. Investigação
sobre a origem de nossas idéias de beleza e virtude (1725), Sistema de filosofia moral (1755).
Filósofo vietnamita. Militante anticomunista e ativista
político. Fundador da Hao hao, religião que conjugava
os princípios do budismo com práticas religiosas autóctones e idéias de
Confúcio.
Filósofo místico muçulmano. Primeiro a dar expressão
filosófica ao aspecto místico do pensamento islâmico.
Ibn Ezra, Abraão ben Meir (1092-1167)
Filósofo judeu nascido na Espanha. Poeta litúrgico e erudito,
notável por seus comentários sobre a Bíblia. Primeiro a introduzir os métodos
crítico, histórico e filológico, permitiu maior divulgação da cultura judaica.
Ibn Ezra, Moisés ben Jacó (1060-c.1139)
Filósofo e poeta judeu nascido na Espanha. Neoplatônico e
seguidor de Avicebron, sua poesia religiosa ou secular está impregnada da
mística sufista. Leito de fragrâncias.
Médico e filósofo árabe. Conselheiro do soberano mouro Abu
Yacub. Seu livro sobre um homem que viveu numa ilha deserta é a fonte do
romance Robinson Crusoe.
Princípio filosófico segundo o qual o objeto é determinado por
um sujeito transcendental, cujas formas de intuição e pensamento em face das
sensações mutáveis são incondicionalmente válidas para todos. Elaborado por
Immanuel Kant.
Conceito que designa, em filosofia, a idéia concebida em razão
da própria natureza do espírito. Estabelecido pelo filósofo francês René
Descartes.
Termo com diferentes acepções na história da filosofia, em
geral referentes à representação mental de alguma ocorrência ou objeto concreto
ou abstrato.
Filósofo e pedagogo austríaco. Responsável pela crítica à
alienação da sociedade industrial, defende a desescolarização como caminho para
o verdadeiro saber. Educação sem escolas
(1971), Nêmesis médica: a expropriação da
saúde (1975).
Processo de pensamento mediante o qual as imagens se combinam
e servem de base para o processo criador nas artes ou para qualquer capacidade
inventiva.
Doutrina filosófica que nega os valores reconhecidos como
morais, mediante a alteração em sua hierarquia. Defendida pelo filósofo alemão
Friedrich Nietzsche.
Doutrina que sustenta a existência, no espírito do homem, de
idéias, noções ou princípios prévios e independentes com relação aos dados
proporcionados pelos sentidos.
Doutrina filosófica segundo a qual o homem ou Deus tem o
livre-arbítrio em toda a extensão do termo. Também chamada
indeterminismo absoluto.
Método de pensamento que extrai de certos fatos conhecidos,
mediante observação, alguma conclusão geral que não se acha rigorosamente
relacionada com eles.
Ato mental que consiste em derivar um juízo ou uma sentença de
um ou mais juízos e sentenças. Significa também conclusão lógica tirada de
fatos, evidências, suspeitas e crenças.
Filósofo, psiquiatra e escritor argentino. Defensor do
progresso científico e da união dos países latino-americanos. Fundou e dirigiu
a Revista de Filosofia.
Filósofo japonês. Elaborou uma história sistemática da filosofia
oriental com métodos da filosofia ocidental. Repudiou o cristianismo por se
opor às tradições japonesas.
Teoria filosófica que considerava a natureza como a realidade última
e postulava uma idéia do conhecimento baseada na experimentação e na
verificação. Formulada pelo pensador americano John Dewey.
Conceito filosófico segundo o qual conhecer significa captar
algo, ter presente um objeto que não se reduz ao fato psicológico, mas é algo
existente em si, real e empiricamente. Elaborado pelo austríaco Franz Brentano.
Israeli, Isaac ben Solomon (c.855-c.955)
Médico e filósofo judeu. Um dos primeiros representantes do
neoplatonismo judeu da Idade Média. Autor de obras científicas sobre febre,
farmacologia e oftalmologia. Livro das
definições, Tratado do espírito e da
alma.
Ivanov, Viacheslav Ivanovitch (1866-1949)
Filósofo e poeta russo. Autor de estudos sobre a Grécia
clássica, destacou-se com seus versos formais e retóricos. O doce segredo (1921), Sonetos
romanos (1926).
Jacobi, Friedrich Heinrich (1743-1819)
Filósofo alemão. Um dos principais representantes da filosofia
da fé, que se opõe às teorias racionalistas. Discípulo de Rousseau, criticou as
teses de Spinoza e Kant. O idealismo e o
realismo (1779).
Filósofo indiano. Fundador do mimansa ou purva mimansa,
sistema hinduísta de pensamento.
Filósofo grego. Pertencente à escola síria
do neoplatonismo, ao qual atribuiu um cunho místico. Autor de dez livros sobre
as doutrinas pitagóricas. Sobre a vida de
Pitágoras.
Jankelevitch, Vladimir (1903-1985)
Filósofo francês. Professor das universidades de Lille e
Sorbonne, com obra influenciada pelo existencialismo. O não-sei-quê e o quase nada (1980).
Juan Poinsat, filósofo e teólogo português. Conselheiro da
Inquisição e confessor do rei da Espanha Filipe IV. Autor de importantes
comentários sobre a doutrina católica, um dos principais representantes do
pensamento tomístico. Curso de teologia
tomística (1663).
Jouffroy, Théodore Simon (1796-1842)
Filósofo francês. Influenciado por Rousseau e Voltaire,
destacou-se sobretudo por artigo sobre o fim dos dogmas. Miscelânea filosófica (1833), Curso
de direito natural (1835), Curso de
estética (1843).
Termo que designa, em lógica, ato exteriorizado de
entendimento pelo qual se afirma a conveniência de duas idéias ou a relação de
fatos.
Filósofo indiano. Autor de uma teoria que explicava o mundo
segundo uma combinação de átomos movimentados por uma força cega. Vaisesika-sutra.
Doutrina caracterizada pela intenção de determinar os limites,
o alcance e o valor da razão. Nega a possibilidade de conhecimento racional dos
objetos da metafísica e da religião. Formulada pelo filósofo alemão Immanuel
Kant.
Keyserling, Hermann Alexander (1880-1946)
Filósofo e ensaísta alemão. O principal tema de sua obra foi a regeneração espiritual. Diário de viagem de um filósofo (1919).
Kindi, Yaqub ibn Ishaq al-Sabá, al-
(m. c.870)
Filósofo árabe. Sua obra aborda questões tratadas pelo
neoplatonismo aristotélico de Alexandria, além de uma série de outros assuntos
relacionados a astrologia, medicina, aritmética e
culinária. Escreveu mais de 270 trabalhos, a maioria pequenos
tratados.
Filósofo e psicólogo alemão. Líder do movimento vitalista
alemão, reforçou o papel da física e da química na explicação da vida. Estudou
também a caracterologia e a grafologia. Princípios
da caracterologia (1910), Espírito e
vida (1935).
Krause, Karl
Christian Friedrich (1781-1832)
Filósofo alemão. Criador de um sistema metafísico baseado no
conceito central do panteísmo. Postulou uma visão historicista do progresso da
humanidade. Fundamentos do sistema
filosófico (1804), O ideal da
humanidade (1811).
Krishnamurti, Jiddu (1895-1986)
Filósofo indiano. Grande guia espiritual da Índia, escreveu
livros sobre filosofia e religião. A
primeira e última liberdade (1954), Verdade
e realidade (1977).
Filósofo americano. Seu pensamento tem por base os sistemas
científicos e principalmente o processo de evolução histórica da ciência. A estrutura das revoluções científicas
(1962).
Kobo Daishi, filósofo e religioso japonês. Discípulo favorito
do chinês Hui-kuo, fundou a seita budista Shingon e construiu um importante
mosteiro no monte Koya.
Psicólogo e filósofo alemão. Discípulo de Wundt, prosseguiu o
trabalho sobre as técnicas de experimentação sistemática do comportamento
introspectivo. Fundamentos da psicologia
(1893), A filosofia do tempo presente
(1902).
La Tour, marquês de (1834-1924)
René du Pin Chambly de la Charce, sociólogo e pensador
católico francês. Fundou com Albert Mun os primeiros círculos operários, dentro
do espírito e dos princípios corporativistas propostos pelas correntes
ultraconservadoras. Um dos fundadores da União de Fribourg, em 1884.
Filósofo e pedagogo alemão. Defensor do positivismo e opositor
do idealismo. Defendia o "correlativismo", que postula que todo
objeto existe para um sujeito e todo sujeito existe na medida em que percebe um
objeto. Idealismo e positivismo, uma
discussão crítica (1887).
Laberthonnière, Lucien (1860-1932)
Teólogo e filósofo francês. Influenciado pela tradição
agostiniana do Oratório, opôs-se ao intelectualismo neotomista. O realismo cristão e o idealismo grego (1904),
Positivismo e catolicismo (1911).
Filósofo francês. Influenciado por Kant, reformulou o problema
da relação entre a liberdade e a necessidade natural. Sobre o princípio da indução (1871).
Lachmann, Karl Konrad (1793-1851)
Filósofo e crítico alemão. Lançou as bases da moderna análise
crítica de textos e dedicou-se ao estudo dos clássicos. Catullus (1829), Considerações sobre a Ilíada de Homero
(1837), Gaios
(1841-1842).
Ladd, George Trumbull (1842-1921)
Psicólogo e filósofo americano. Introduziu o primeiro
laboratório de psicologia experimental como professor da Universidade de Yale. Elementos da psicologia fisiológica
(1887), Psicologia descritiva e
explicativa (1894).
Filósofo e professor francês. Sucedeu Auguste Comte no Comité Positiviste e no cargo de
sumo-sacerdote da religião da humanidade. Fundou a Revista Ocidental, em 1878. Os
grandes tipos da humanidade (1874), Da
moral positiva (1880).
Escritor e filósofo chileno. Irmão de Juan Enrique,
positivista ardoroso, morou muitos anos na França e escreveu alternadamente em
espanhol e francês. O positivismo e a
Virgem Maria.
Lagarrigue, Juan Enrique (n. em 1852)
Escritor e filósofo chileno. Irmão de Jorge, positivista
ardoroso, teve contato com a doutrina na França, em 1882. Esboços filosóficos (1878), As
leis da história, a religião da humanidade (1882).
Filósofo e professor francês. Defendeu idéias que se opunham
ao evolucionismo de Herbert Spencer. Tentou uma unificação do vocabulário
filosófico. A razão e as normas
(1948).
Lambert, Johann Heinrich (1728-1777)
Matemático, astrônomo, físico e filósofo alemão. Estudou as
cônicas e as trajetórias angulares dos astros. Criador da trigonometria
esférica e um dos fundadores da fotometria. Fotometria
(1760).
Lange, Friedrich Albert (1828-1875)
Filósofo, sociólogo e economista alemão. Introduziu na
Alemanha as idéias darwinistas. A questão
dos trabalhadores (1865), História do
materialismo (1866).
Langer, Susanne K. (1895-1985)
Filósofa e educadora americana. Escreveu sobre lingüística e
estética. Tentou demonstrar que a criação de símbolos é a função básica da
mente humana. Filosofia num novo tom:
estudo do simbolismo da razão, do rito e da arte (1942).
Filósofo alemão. Elaborou um estudo da lógica transcendental
sob a influência da fenomenologia de Edmund Husserl e em oposição ao
construtivismo racionalista. A lógica da
filosofia e a teoria das categorias (1912).
Laski, Harold Joseph (1893-1950)
Filósofo inglês. Cientista político, marxista e membro do
Partido Trabalhista britânico. Influenciou estudantes do mundo inteiro com a
análise da crise socioeconômica da década de 1930. Uma gramática de política (1925), A ascensão do liberalismo europeu (1936).
Lavater, Johann Kaspar (1741-1801)
Escritor e filósofo suíço. Fundador da fisiognomia, realizou
estudos sobre as condições de transe magnético, desenvolvidos
posteriormente por Franz Anton Mesmer. Fragmentos fisiognômicos (1775-1778).
Filósofo francês. Precursor do movimento psicometafísico, para
o qual a auto-realização e a verdade suprema desenvolvem-se na busca do ser
interior e da relação deste com o absoluto. A
dialética do mundo sensível (1921), A
consciência de si (1933), Introdução
à ontologia (1947).
Filósofo e psicólogo judeu nascido na Prússia. Fundador da
psicologia comparada, destacou-se na luta contra o anti-semitismo. A vida da alma (1855-1857), A ética do judaísmo (1898-1911).
Filósofo e sociólogo francês. Marxista, um dos fundadores do
Partido Comunista francês e autor de obras sobre sociologia urbana. Escreveu ensaios
sobre Nietzsche, Descartes, Pascal e Diderot. Crítica da vida cotidiana (1947), Metafilosofia
(1965).
Conjunto das teorias formuladas por Lenin, que consiste numa
interpretação teórico-prática do marxismo adaptada ao que ele chamou de imperialismo
e definiu como etapa superior do capitalismo. Admite a revolução proletária em
países não industrializados, com participação do campesinato, e estabelece o
partido comunista como vanguarda da classe operária.
Leontiev, Konstantin (1831-1891)
Escritor e filósofo russo. Participou como médico militar da
guerra da Criméia. Diplomata, renunciou à carreira para se tornar monge. Bizantinismo e eslavismo
(1875), O Oriente, a Rússia e o eslavismo (1885-1886).
Político e filósofo francês. Influenciado pelas idéias de
Saint-Simon, difundiu um socialismo pacifista. Exilado na Inglaterra depois do
golpe de estado de 2 de dezembro de 1851. Da
humanidade solução pacífica do problema do proletariado (1848).
Lesniewski, Stanislaw (1886-1939)
Filósofo e matemático polonês. Representante da escola
analítica lógica da Polônia, criou teoria geral com objetivo de criação de um
sistema lógico original que serviria de fundamento aos matemáticos. Características de um novo sistema de fundamentos
da matemática (1929).
Filósofo grego. Pré-socrático, fundador do atomismo, doutrina
filosófica que procura explicar a composição da matéria como homogênea, mas
formada de uma infinidade de partículas indivisíveis. Atribui-se a ele a
autoria de O grande sistema do mundo.
Lewis, Clarence Irving (1883-1964)
Filósofo e educador americano. Dedicou-se a investigações
lógicas, epistemológicas e éticas, em particular à relação entre lógica e
ciência. Investigação da lógica simbólica
(1918).
Liberatore, Matteo (1810-1892)
Religioso e filósofo italiano. Jesuíta e
neotomista, sustentou na revista Civiltà Cattolica numerosas polêmicas em defesa da renovação da
doutrina de santo Tomás de Aquino. Instituições
filosóficas (1842).
Nome dado em diversos países a estabelecimentos de ensino
secundário. O termo origina-se da escola criada por Aristóteles, no templo de
Apolo Liceu, ao pé do monte Licabeto, em Atenas, no século IV a.C.